Escravos da modernidade

Poucos leitores são tão cruéis quanto a modernidade. Pra não parecer antiquado vale tudo.

Andar com notebook, celular, palmtop, agenda eletrônica e pager, e, de preferência, usá-los simultaneamente.

Acreditar piamente em gnomos, duendes, astrólogos, florais de Bach, telejornais, políticos e cintos mágicos que massageiam a barriga e em poucos minutos eliminam a gordura acumulada por anos de sucessivas feijoadas, macarronadas e churrascos.

Ser leitor de Paulo Coelho, Harry Potter, Mônica Bonfiglio, Zibia Gasparetto, Sidney Sheldom crendo que isso é literatura.

Seguir rigorosamente a moda, mesmo sabendo que ela é cíclica, varia de acordo com o humor dos estilistas, e o belo de hoje será considerado ridículo amanhã.

Ouvir certos conjuntos de sons acompanhados de algumas palavras desconexas, ou, então uma sequência de bobagens com rimas pobres e baratas, crendo que está ouvindo música.

Bater longos papos pela Internet, fazendo "muitos amigos" quando não se conhece os vizinhos, os familiares são "estranhos" e em contatos pessoais não conseguir articular meia dúzia de palavras ou manter uma conversação que faça alguma diferença na vida do interlocutor.

Acreditar que o homem veio do macaco sem se preocupar de onde o macaco veio, ou que o mundo se originou do Big Bang, ou seja, crer que toda a maravilha da natureza e tudo o que há no mundo começou com uma explosão; como se uma explosão de uma biblioteca pública fosse possível surgir instantaneamente um dicionário completo e em rigorosa ordem alfabética. A ordem surdindo do caos sem a interferência de uma inteligência superior.

"As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas, anulando sofismas e destruindo argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo" - II Cor. 10:4-5.

Texto escrito por Oswaldo Chirov

"Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Romanos 10:13)